Unus mundus, mundo unido, mundo unitário, conceito da alquimia medieval resgatado pela psicologia analítica de Carl Gustav Jung cuja cosmovisão implica na existência de uma unidade subjacente em toda a natureza material e imaterial. A vivência do unus mundus possibilita a abertura para o eterno. O unus mundus é o fundo transcendente que reside em toda a unidade da natureza. Em certas religiões funerárias como do Egito antigo, é descrito com palavras comoventes como o morto que se faz uno com todos os deuses e todas as matérias do universo para converter-se finalmente em um, o pai primordial, personificação das águas que envolviam o mundo antes da criação e das quais surgiram todas as coisas. O morto podia então atravessar sem esforço todos os objetos materiais, sair e entrar por todas as formas.
No taoismo chinês, todo aquele que se unifica com o unus mundus viaja sobre o ar e as núvens, cavalga sobre o sol e a lua, vagueia para o além do mundo e a vida e a morte não podem modificar o seu si mesmo. Si mesmo: potencial mais pelo do ser humano. Unidade da personalidade total. Princípio unificador de caráter transcendente dentro da psique humana.
A experiência do unus mundus dá-se quando o tempo se condensa em uma unidade objetiva intemporal. Isto ocorre nas vivências do sagrado, nos atos da criação artística e nas imagens espontâneas produzidas pelos sonhos.
("Memórias, Sonhos, Reflexões" - Carl Gustav Jung)















